sexta-feira, junho 21, 2024

Governo anuncia R$ 5,5 bi para universidades e Lula pede fim da greve dos professores

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São Paulo – Em evento com reitores e ministros nesta segunda-feira (10), o governo anunciou investimentos de R$ 5,5 bilhões para as universidades e institutos federais. Com recursos do Novo PAC, o Ministério da Educação vai investir até 2026 R$ 3,17 bilhões em obras novas e na retomada daquelas que estavam paralisadas. E também R$ 600 milhões na expansão de 10 novos campi. E R$ 1,75 bilhão na construção e reformas de hospitais universitários.

Os 10 novos campi anunciados são vinculados a universidades já existentes nas cinco regiões do país. São elas:

  1. São Gabriel da Cachoeira (AM)
  2. Cidade Ocidental (GO)
  3. Rurópolis (PA)
  4. Baturité (CE)
  5. Sertânia (PE)
  6. Estância (SE)
  7. Jequié (BA)
  8. Ipatinga (MG)
  9. São José do Rio Preto (SP)
  10. Caxias do Sul (RS)

O ministro da Educação, Camilo Santana, que conduziu o evento nesta manhã e fez os anúncios, informou que serão feitas 37 obras em 31 hospitais para ensino e atendimento à população. Além disso, serão destinados recursos para oito novos hospitais universitários, conforme segue:

  1. Universidade Federal de Pelotas (RS)
  2. Universidade Federal de Juiz de Fora (MG)
  3. Universidade Federal do Acre (AC)
  4. Universidade Federal de Roraima (RR)
  5. Universidade Federal do Rio de Janeiro (RJ)
  6. Universidade Federal de Lavras (MG)
  7. Universidade Federal de São Paulo (SP)
  8. Universidade Federal do Cariri (CE)

Além dos R$ 5,5 bilhões, foram anunciados R$ 400 milhões para custeio na rede federal de ensino superior. Serão R$ 279,2 milhões para universidades e R$ 120,7 milhões para institutos federais.

O evento do PAC com os reitores ocorreu em meio à greve de professores e outros servidores da educação superior federal. No caso dos professores já dura quase dois meses. Os técnico e administrativos dos institutos federais, por sua vez, estão em greve desde 11 de março.

Greve nas universidades

A reitora da Universidade de Brasília (UnB), Márcia Abrahão Moura, fez um apelo ao governo, pelo fim da greve. “São trabalhadoras e trabalhadores essenciais para darmos conta de todos os desafios do país e que possuem remunerações muito defasadas, como o senhor bem sabe. Ainda mais quando comparamos com algumas carreiras que tiveram reajuste recentemente. Tem técnicos-administrativos que chegam a ganhar menos do que um salário mínimo”, disse.

Os sindicatos das categorias em greve protestaram na frente do Planalto durante a reunião desta manhã. Os técnicos-administrativos devem voltar a se reunir nesta terça (11) com representante do governo. Eles reivindicam 117% de correção. Os docentes pleiteiam aumento salarial de 22%, dividido em três anos (7,06% em cada um, começando em 2024).

Ao fechar o evento, o presidente Lula fez um apelo aos trabalhadores em greve, em especial os professores. “Sei que não é o caso de falar com os reitores aqui sobre essa questão da greve. Mas ela tem um tempo de começar e um tempo pra terminar. A única coisa que não se pode permitir é que uma greve termine por inanição. Porque se terminar, as pessoas ficam desmoralizadas: o dirigente sindical tem de ter coragem de propor, de negociar e de tomar decisões que muitas vezes não é o que ele gostaria”, disse, fazendo um paralelo com experiência como líder sindical. “Eu muitas vezes fiquei sem nada quando fui para o tudo ou nada”.

E se dirigiu aos docentes com as atividades paralisadas: “Nesse caso da educação, se vocês analisarem o conjunto da obra, vão perceber que não há muita razão para o tanto que essa greve está durando. Por que quem está perdendo não é o Lula, não é o reitor. É o Brasil e os estudantes. É isso quem tem de ser levado em conta. Vocês conhecem o que foi oferecido? Se não vamos estar falando de universidades e institutos e os alunos vão estar à espera de voltar a sala de aula”, ponderou.

 

Fonte: Rede Brasil Atual

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