A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (CONTRACS) participou, nesta sexta (20), de agenda com trabalhadores e trabalhadoras da limpeza urbana no Distrito Federal para debater duas pautas urgentes para a categoria, o fim da escala 6×1 e a regulamentação da profissão dos garis.
A atividade integrou a ação Governo na Rua, articulada pelo Governo Federal, e contou com a presença do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, além de representantes da CUT-DF e do Sindlurb. A visita ao local de trabalho reforça o compromisso com o diálogo direto com a base e com reivindicações históricas do movimento sindical.
O fim da escala 6×1 é uma das principais bandeiras dos setores de comércio e serviços, especialmente entre categorias submetidas a jornadas exaustivas, baixos salários e alta rotatividade. Para a Contracs, a redução da jornada sem redução salarial representa avanço social, melhoria da qualidade de vida e enfrentamento das desigualdades estruturais do mercado de trabalho.
Da mesma forma, a regulamentação da profissão dos garis é uma medida urgente de reconhecimento e valorização de uma categoria essencial para a saúde pública e para o funcionamento das cidades. O PL 4146/2020 estabelece diretrizes para o exercício da atividade, fortalece direitos e contribui para dar mais segurança jurídica e proteção aos trabalhadores da limpeza urbana.

O presidente da Contracs, Julimar Roberto, destacou a importância das duas pautas no processo de valorização do trabalho.
“Acabar com a escala 6×1 e regulamentar a profissão dos garis são medidas que tratam de dignidade. Estamos falando de trabalhadores e trabalhadoras essenciais que mantêm as cidades funcionando, muitas vezes sob condições difíceis. Reduzir a jornada e garantir o reconhecimento e a valorização da profissão é assegurar respeito, direitos e melhores condições de vida”, afirmou.
Julimar ressaltou que o movimento sindical seguirá mobilizado para transformar essas reivindicações em conquistas concretas.
“Essas reivindicações não são privilégios, são reparações históricas. A luta organizada da classe trabalhadora é o caminho para consolidar esses avanços e construir um país mais justo”, completou.

