A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs) segue mobilizada em Brasília na luta pela redução da jornada de trabalho e pelo fim da escala 6×1, sem qualquer prejuízo para as trabalhadoras e os trabalhadores, sem redução salarial e sem retirada de direitos. Desde o início da semana, a entidade participa de uma série de agendas estratégicas com representantes do governo federal e do movimento sindical para fortalecer o debate e avançar na construção de propostas concretas para a classe trabalhadora.
Em todas as conversas realizadas ao longo da semana, a Contracs tem reafirmado que a defesa do fim da escala 6×1 está diretamente ligada à melhoria da qualidade de vida, à preservação da saúde física e mental e ao fortalecimento da convivência familiar — sempre deixando claro que a mudança precisa ocorrer sem impacto negativo na renda ou nas garantias já conquistadas.
Nessa quarta-feira (27), ao lado de lideranças de outras categorias, a Contracs esteve no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio para uma importante reunião sobre os impactos da jornada de trabalho na produtividade, na saúde e na geração de empregos. Durante o encontro, a entidade destacou que a redução da jornada, com o fim da escala 6×1, pode impulsionar a economia, gerar novos postos de trabalho e aumentar a produtividade, desde que implementada com responsabilidade social e sem penalizar os trabalhadores.

Na sequência, a delegação sindical participou de agendas no Palácio do Planalto, com a Secretaria-Geral da Presidência da República, onde foram debatidas estratégias de diálogo com o governo e o Congresso Nacional para impulsionar a pauta. O tema da jornada e o fim da escala 6×1 estiveram no centro das conversas, reforçando a necessidade de construir uma proposta sólida que garanta proteção integral aos direitos da categoria.

O dia foi concluído com reunião no Ministério do Trabalho e Emprego, ocasião em que os dirigentes foram recebidos pelo ministro Luiz Marinho para tratar dos caminhos institucionais e políticos necessários à construção de mudanças estruturais nas relações trabalhistas. Mais uma vez, a Contracs reafirmou que não há negociação possível que implique perdas salariais, retirada de direitos ou precarização das condições de trabalho.

Representando a Confederação, o diretor Luiz Saraiva destacou que o tema é central para o futuro do trabalho no país.
“A redução da jornada e o fim da escala 6×1 sem prejuízos para o trabalhador e a trabalhadora são uma pauta urgente. Estamos falando de saúde, de convivência familiar e de dignidade. O Brasil precisa avançar para um modelo que combine desenvolvimento econômico com valorização do trabalho. Não aceitaremos que a modernização continue significando sobrecarga e adoecimento da classe trabalhadora. A luta é pelo fim da escala 6×1 sem qualquer prejuízo para quem trabalha, sem redução salarial e sem retirada de direitos”, afirmou.
A Contracs seguirá participando das agendas em Brasília, fortalecendo a articulação com as centrais sindicais, parlamentares e o governo federal. A entidade reforça que a mobilização nacional continua e que a conquista de uma jornada mais justa — com o fim da escala 6×1 e garantia plena de direitos — depende da união e da pressão organizada da classe trabalhadora em todo o país.

